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Segunda-feira, 19 de Abril de 2004

30 Anos de Liberdade, 30 Anos de Democracia!!!







PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL

Se recuássemos vinte anos antes do 25 de Abril de 1974, não reconheceríamos Portugal. Não havia liberdade. Existia censura, a actividade política, associativa e sindical eram quase nulas e controladas pela polícia política. Havia presos políticos, a Constituição não garantia os direitos dos cidadãos, Portugal mantinha uma guerra colonial e encontrava-se praticamente isolado da comunidade internacional.

A informação e as formas de expressão cultural eram controladas, fazia-se uma censura prévia que abrangia a imprensa, o cinema, o teatro, as artes plásticas, a música e a escrita. Não havia liberdade.

A actividade política estava condicionada, não existiam eleições livres e a única organização política e aceite era a União Nacional / Acção Popular. A oposição ao regime era perseguida pela polícia política (PIDE/DGS) e tinha de agir na clandestinidade ou refugiar-se no exílio.

Os oposicionistas, sob acusação de pensarem e agirem contra a ideologia e práticas do Estado Novo, eram presos em cadeias e centros especiais e detenção. Não havia Liberdade nem Democracia.

A Constituição não garantia o direito dos cidadãos à educação, à saúde, ao trabalho, à habitação. Não existia o direito de reunião e de livre associação. As manifestações eram proíbidas.

Portugal estava envolvido na guerra colonial em Angola, na Guiné e em Moçambique, o que gerou protestos de milhares de jovens e se transformou num dos temas dominantes da oposição ao regime, com especial realce para os estudantes universitários. Não havia Liberdade nem Paz.

Hoje é difícil imaginar como era Portugal antes do 25 de Abril de 1974. Mas, se pensarmos que por exemplo, as Escolas tinham salas e recreios separados para rapazes e raparigas, que muitos livros e discos eram proíbidos, que existiam nas Rádios listas de música que não se podiam passar, que não havia acesso a muitas das coisas que hoje fazem parte do nosso dia-a-dia, e que sobre todos os rapazes de 18 anos pairava o espectro da Guerra, será mais fácil compreender porque é que a mudança teve de acontecer e como Portugal se tornou diferente.


O 25 DE ABRIL





No dia 25 de Abril de 1974, pelas 00 horas e 20 minutos, a transmissão da canção "Grândola Vila Morena" de José Afonso, no programa "Limite" da Rádio Renascença, é a senha escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), como sinal confirmativo de que as operações militares se encontram em marcha e são irreversíveis.

Na véspera, dia 24 de Abril, a canção "E Depois do Adeus", interpretada por Paulo de Carvalho, transmitida aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa, pelas 22h 55m, marcava o início das operações militares contra o regime.

No dia 25 de Abril de 1974, pelas 00 horas e 30 minutos são ocupadas as instalações da Rádio Televisão Portuguesa, da Emissora Nacional, da Rádio Clube Portuguesa, do Aeroporto de Lisboa, do Quartel General, do Estado Maior do Exército, do Ministério do Exército, do Banco de Portugal e da Marconi, locais estratégicos considerados fundamentais.

Pelas 4 horas e 20 minutos, é difundido pelo Rádio Clube Português, o primeiro comunicado ao país do Movimento das Forças Armadas (MFA).






Duas horas depois, Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, estacionam no Terreiro do Paço.

Às 13 horas e 30 minutos, as forças para-militares leais ao regime, começam a render-se. A Legião Portuguesa é a primeira.

Pelas 14 horas, inicia-se o cerco ao Quartel do Carmo. Dentro do Quartel estão refugiados Marcelo Caetano, Presidente do Conselho e dois Ministros do seu gabinete.

No exterior, no Largo do Carmo e nas ruas vizinhas, juntam-se milhares de pessoas.





Às 16 horas e 30 minutos, terminado o prazo inicial para a rendição, anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia, oficial que comandava o cerco e após algumas diligências feitas por mediadores civis, Marcelo Caetano faz saber que está disposto a render-se e pede-se a comparência no Quartel de um oficial do MFA de patente não inferior ao coronel.

Uma hora depois, o General Spínola, mandatado pelo MFA, entra no Quartel do Carmo para negociar a rendição do Governo.

O Quartel do Carmo iça a bandeira branca.




Marcelo Caetano rende-se às 19 horas e 30 minutos.

A chaimite BULA, entra no quartel para retirar o Presidente do Conselho e os Ministros que o acompanham, conduzindo-os à guarda do MFA ao Posto de Comando do Movimento, no Quartel da Pontinha.

Meia hora depois, alguns elementos da PIDE/DGS disparam sobre manifestantes que começavam a afluir à sua sede, na Rua António Maria Cardoso, fazendo 4 mortos e 45 feridos.

No dia 26 de Abril, à 1 hora e 30 minutos, a Junta de Salvação Nacional apresenta-se ao país perante as câmaras da RTP.

Pelas 7 horas da manhã, por ordem do Movimento das Forças Armadas, cujo Posto de Comando se encontra instalado no regimento de Engenharia 1, na Pontinha, o Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, o Presidente da República, Américo Tomás e outros elementos ligados ao antigo regime, são enviados para a Madeira.

Às 9 horas e 30 minutos, a PIDE/DGS rende-se, após conversa telefónica entre o General Spínola e Silva Pais, director daquela polícia política.

No dia seguinte, 27 de Abril, são libertados os presos políticos das cadeias de Caxias e Peniche.

É apresentado ao País o Programa do Movimento das Forças Armadas.

No dia 29 de Abril, regressa a Portugal, à estação de Stª Apolónia, o líder do Partido Socialista (PS), Dr. Mário Soares.

No dia seguinte, regresa a Portugal, ao Aeroporto de Lisboa, o líder do Partido Comunista (PCP), Dr. Álvaro Cunhal.

A manifestação do primeiro de Maio, dia do Trabalhador, reúne em Lisboa cerca de 500.000 pessoas. Outras grandes manifestações decorreram nas principais cidades do país. No dia 16 de Maio dá-se tomada de posse do 1º Governo Provisório presidido pelo Dr. Adelino da Palma Carlos. Deste governo fazem parte, entre outras figuras, o Dr. Mário Soares, o Dr. Álvaro Cunhal e o Dr. Francisco Sá Carneiro, líder do Partido Popular Democrático (PPD).

As primeiras eleições livres, realizaram-se a 25 de Abril de 1975. Num acto eleitoral com uma taxa de participação de 91.7%, os portugueses elegeram a Assembleia Constituinte, incumbida de elaborarem e aprovar a Constituição da República.

A 2 de Abril de 1976, a Assembleia Constituinte aprovou a Constituição da República.

MUDANÇAS OPERADAS EM PORTUGAL PELO 25 DE ABRIL DE 1974

Muita coisa se alterou com o 25 de Abril de 1974.

Mas, a mudança não se efectuou num dia. Foi preciso tempo, empenho, coragem e sacrifícios de muitas pessoas para construír um país diferente onde Liberdade, Solidariedade e Democracia não fossem apenas palavras.

Para chegarmos aos dias de hoje, foi necessário aprendermos a viver em Democracia e a saber o significado de Tolerância. Passo a passo, dia a dia, como acontece connosco, Portugal foi mudando.

Ao longo deste caminho, construíram-se partidos e associações, foi garantido o direito de expressão e realizaram-se eleições livres. Vivemos em Democracia.

Terminou a guerra colonial, e as antigas colónias portuguesas tornaram-se independentes. Vivemos em paz.

A Constituição garante os direitos económicos, jurídicos e sociais dos cidadãos.

Hoje, podemos falar livremente, dizer aquilo com que concordamos e o que não apoiamos, integrar associações, viver num novo Espaço Europeu e ter acesso directo ao Mundo sem receio de censura ou perseguições.

No seu conjunto, a sociedade portuguesa revelou uma grande flexibilidade e uma capacidade de adaptação que surpreendeu os que viam sobretudo a rigidez das estruturas e dos comportamentos. Esta espécie de plasticidade foi, por exemplo, demonstrada com o acolhimento, rápido e pacífico de umas poucas centenas de milhares de Africanos, Latino-americanos e Asiáticos que estabeleceram residência em Portugal ou adoptaram a nacionalidade. De igual modo, o derrube pela força mas sem violência, do regime autoritário, assim como a ultrapassagem democrática das tentativas anti-revolucionárias, igualmente feitas sem violência, foram sinais da maleabilidade da sociedade. Em contraste com o que se passava na era colonial, há alguns traços multiculturais, facilmente visíveis nas grandes áreas metropolitanas.

Há trinta anos não havia passe social, nem salário mínimo nacional, nem contratos de trabalho com pagamento de 14 meses de salários, ou seja, o reconhecimento ao direito de subsídio de férias e de Natal. Os cônjuges casados segundo ritos da Igreja Católica não podiam requerer o divórcio aos tribunais civis. O casamento e o divórcio passaram a ser livres, dependendo apenas da responsabilidade individual.

São conquistas do 25 de Abril de tal modo inseridas no quotidiano que mal se dá por elas.







25 ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS!!!

O POVO UNIDO, JÁ MAIS SERÁ VENCIDO!!!

O POVO ESTÁ, COM O M.F.A. !!!

Escrito por MR-MORRISON às 22:12
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6 comentários:
De D-enD a 28 de Abril de 2004 às 00:35
VIVA A LIBERDADE!!!!!!!!!!!! VIVA A DEMOCRACIA!!!!!!!!!!!! VIVA EU!!!!!!!!!!!! VIVA TU!!!!!!!!! VIVA NÓS!!!!!!!!!! ;) * * * * * * * * * Já viste o blog do qual eu faço agora parte? Ai, D-enD, olha-me a pub... :| hehe


De telma_doors a 25 de Abril de 2004 às 20:26
migo!!!1
entao kumo vai a vida!!
25 de abril falase ca em casa bues disso...
ja agora tens ai uma foto onde ta o meu pai ..é um dos militares...bue de fixe ja lhe mostrei
bjikos


De MR_MORRISON a 22 de Abril de 2004 às 00:07
sozinho nao conseguimo mas tds tv tenhamos a coragem dos meus pais dos e "vossos" o k nos falta entao coragem :| minina fascismo nunca mais :P beijinhos muaaaaaaaaaaah * * * * * * * *\o/


De pam_morrison a 21 de Abril de 2004 às 23:54
adorei o post!!! 25 de abril sempre...e sabes que mais? axo que o nosso país precisa de outro, mas fiko grata aos que levantaram a voz e foram capaz de mudar, e tornar o nosso pais numa democracia!! *jinhus*


De eu a 23 de Janeiro de 2008 às 14:52
ja copiei ahahah (nc ouviste falar em Ctrl C?) FODI-TE :p


De Anónimo a 27 de Maio de 2008 às 18:08
Tanta merda e copiei na mesma, foste fdd.


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AMO-TE Mrs^Morrison * * *




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Obrigado por existires na minha vida. Amo-te ***


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